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LINGUAGEM NO ADULTO2020-05-11T20:22:26+00:00

Project Description

Linguagem no Adulto

A linguagem é o sistema dinâmico e complexo de símbolos convencionais utilizado de diferentes formas para a comunicação e o pensamento. A capacidade de participar e de lidar com a vida quotidiana é fortemente influenciada pelo domínio da Linguagem.

As alterações da linguagem podem também ocorrer nos adultos, sendo neste caso uma patologia adquirida, decorrente de uma lesão cerebral (AVC, tumores, traumatismos, entre outras). A perturbação da linguagem mais frequente tem o nome de afasia, e as suas consequências estendem-se, não só ao utente, mas também à família e amigos.

Dada a estreita relação de interdependência entre linguagem e todas as dimensões biológica, cognitiva e social, é de esperar uma igual complexidade e variedade de perturbações que podem alterar a linguagem e influenciar, de alguma forma, a comunicação e interação entre as pessoas, com diferentes graus de gravidade. O estudo das perturbações adquiridas da linguagem é um processo complexo e deve considerar uma variedade de fatores.

Afetando profundamente a linguagem (oral e escrita) e por decorrência todos os processos a ela afetos (a própria identidade, a afetividade, atividades realizadas, o papel social), não é difícil imaginar o impacto da afasia na qualidade de vida das pessoas que com ela passam a conviver: a pessoa com afasia, os seus familiares e amigos bem como todo o meio social.

O Departamento de Linguagem no adulto da SPTF é o responsável pela dinamização da evolução do conhecimento das perturbações neurogénicas da linguagem em adultos. É constituído por um grupo de profissionais que pretende promover o aumento da qualidade e quantidade de produção científica por parte dos pares e outros profissionais de áreas afins à terapia da fala, com o intuito de fomentar a reflexão, partilha e aprendizagem para um apoio mais eficaz a pessoas com Afasia e suas famílias, contribuindo para a adoção de práticas baseadas na evidência.

Recomendações sobre competências e atitudes profissionais

Tal como na terapia convencional, a maturidade profissional e experiência do terapeuta da fala são fundamentais na implementação da avaliação e das abordagens ou técnicas de tratamento que sejam adaptadas às necessidades individuais do doente. As mesmas devem contribuir para o bem-estar psicológico do doente e não devem causar frustração, diminuir a auto-estima ou deprimi-lo. A forma como estas abordagens ou técnicas são aplicadas acaba por ser mais importante do que a escolha das mesmas (Leal, Fonseca & Farrajota, 2002).

A interação entre o terapeuta e o doente deve primar pela qualidade sendo calma e confortável no sentido de facilitar o desempenho do doente. Caso a utilização da teleterapia seja um motivo de ansiedade e preocupação para o doente, deverá ser reconsiderada.

O terapeuta tendo o conhecimento pleno das alterações de linguagem, deve saber esclarecer o doente e sua família sobre os sintomas e reações intrínsecas à patologia, todo o processo de terapia e prognóstico.

Previamente à realização da teleterapia, sugere-se que o terapeuta realize uma sessão com o utente, através da utilização desta mesma modalidade de videoconferência, para treino da utilização do equipamento/software e suas características (Woolf et al., 2015). Deste modo verifica-se também a aplicabilidade deste sistema nesse utente.

No caso de ser necessária a presença de um cuidador durante a teleterapia, nomeadamente, na assistência à utilização do software e realização de algumas tarefas, deverá realizar-se previamente uma formação/sessão explicativa a este mesmo cuidador.

Esta sessão poderá ter como objetivos:

a) explicar quais os comportamentos a adotar, de forma a não interferir nas respostas dos utentes durante a realização das tarefas solicitadas pelo terapeuta (Dekhtyar, et al., 2020)

b) esclarecimento sobre o diagnóstico do utente

c) sugerir atividades ou estratégias para facilitar a comunicação do dia-a-dia (Rogalski, et al., 2016). Neste sentido, poderá ser elaborado um manual de guidelines para cuidadores (Dekhtyar, et al., 2020).

Limitações da Teleterapia

É importante salientar que a avaliação e a intervenção do Terapeuta da Fala nas alterações de linguagem no adulto, através da teleterapia, não é apropriada para todos os doentes e deve ser analisada, caso a caso.

 

Não se recomenda a sua utilização em utentes com:

– Alterações visuais graves (não compensadas)

– Alterações auditivas graves (não compensadas)

– Alterações cognitivas graves

– Alterações psiquiátricas graves

– Anosognosia

– Alterações apráxicas graves (excepto com apoio do cuidador para a manipulação dos materiais)

– Alterações motoras graves (excepto com apoio do cuidador para a manipulação dos materiais)- Iletrados, semi-letrados ou pessoas sem hábitos informáticos (excepto com apoio do cuidador)

Avaliação da Linguagem no Adulto em Teleterapia

Na literatura internacional, é possível encontrar alguns testes e baterias de avaliação de linguagem no adulto, adaptadas para a teleterapia. Podemos destacar o Boston Diagnostic Aphasia Examination (BDAE-3), o Boston Naming Test (BNT) e a Western Aphasia Battery–Revised. Dekhtyar et al. (2020) discriminam minuciosamente no seu trabalho todas as adaptações realizadas a esta última bateria. Encontram-se também referências a adaptações feitas em várias provas de avaliação de linguagem que exigem a manipulação de objetos (Dekhtyar et al., 2020; Hill et al., 2009; Theodoros et al., 2008).  De modo geral, os materiais são digitalizados para serem utilizados em formato digital. Pretende-se assim que, dependendo da prova, as respostas do doente sejam dadas através de um ecrã táctil ou da utilização de um rato.

Em Portugal não existe nenhum teste de linguagem no adulto que tenha sido adaptado e validado para a sua aplicação através de videoconferência. No entanto, na impossibilidade de avaliar um doente de forma tradicional e se o caso o justifique, o doente poderá ser avaliado através de videoconferência, por um Terapeuta da Fala com experiência na área e que poderá decidir qual o melhor instrumento de avaliação a utilizar, tendo sempre em consideração todas as limitações.

Uma das baterias validadas para a avaliação da linguagem nos adultos após lesão cerebral, na população portuguesa é a Bateria de Avaliação da Afasia de Lisboa (Castro-Caldas, 1979; Damásio, 1973; Ferro, 1986).  As características desta Bateria fazem com que seja complexa a aplicação de algumas das provas que a compõem, através de teleterapia. Nestas circunstâncias torna-se premente que o avaliador possua um sólido conhecimento da prova. Salienta-se que, embora possam ser realizadas adaptações à prova, ela não se encontra validada para este formato, o que se poderá traduzir em resultados pouco fidedignos, não espelhando as reais alterações de linguagem do doente.

Com validação para a população portuguesa salienta-se também a prova de rastreio Bedside de Lenguaje (Cruz, et al, 2014) e as Provas de Avaliação de Linguagem Complexa – PLINC (Santos, et al, 2013) e as Provas de Avaliação da Linguagem e da Afasia em Português (PALPA  P) (Castro, et al, 2007), que necessitarão de menos adaptações uma vez que não pressupõem manipulação de objetos. Contudo salienta-se que estas provas também não foram validadas para este tipo de apresentação, não havendo assim garantia de que os resultados sejam similares ao que seria observado na avaliação presencial.

Sugerimos que para a utilização das provas para este contexto avaliativo, o avaliador realize um pedido de autorização aos autores das mesmas.

Intervenção terapêutica nas alterações de linguagem no adulto, por teleterapia

Na literatura internacional existem vários estudos sobre a intervenção nas alterações de linguagem no adulto, através de teleterapia. Neste sentido, são várias as metodologias e abordagens, que mediante as adaptações necessárias a esta nova realidade, comprovaram ser aplicáveis e com resultados terapêuticos positivos.

No entanto, é importante salientar que a grande maioria dos estudos apresentam várias limitações metodológicas, como o facto de a amostra ser muito reduzida, não apresentarem grupo controlo, as pessoas com afasia apresentam um grau de gravidade de ligeiro a moderado e serem sobretudo doentes crónicos.

Deste modo recomenda-se que caso se pretenda utilizar alguma das seguintes metodologias/abordagens, é importante ter estes aspectos em consideração, de modo a compreender se fará sentido a sua aplicabilidade em doentes com alterações graves de linguagem e em fase aguda.

      • HELPSS (Helm Elicited Language Program for Syntax)

Utilizada principalmente em doentes com alterações agramáticas, baseia-se na construção de frases com diferentes níveis de complexidade sintática. É uma das primeiras referências a teleterapia tendo sido realizada com sucesso (Helm-Estabrooks e Ramsberger, 1986).

      • PACE (Promoting Aphasics’ Communication Effectiveness)

É uma abordagem funcional que promove as capacidades comunicativas das pessoas com afasia, encorajando a utilização de várias estratégias de comunicação. Utilizada por Macoir et al. (2017) e Rhodes e Isaki (2018), através de teleterapia, em pessoas com afasia crónica, recorrendo a imagens para a conversação e incentivando a utilização de várias estratégias de comunicação, apresentando resultados positivos.

      • CILT (Constraint-induced Language Therapy)

É um modelo de terapia intensiva que se baseia na utilização forçada de todas as formas de comunicação. Pitt et al (2017) adaptaram este modelo à teleterapia em dois casos de pessoas com afasia crónica, evidenciando a sua aplicabilidade.

      • Script Training

É uma abordagem que tem como principal objectivo, melhorar a comunicação nas actividades de vida diária. Baseia-se na prática repetida de palavras/frases que podem ser potencialmente utilizadas em várias situações comunicativas. Rhodes e Isaki (2018) utilizaram esta abordagem com pessoas com afasia crónica, através de teleterapia, mostrando resultados positivos. Dial, et al. (2019) também utilizaram esta abordagem, mas em pessoas com afasia progressiva primária, mostrando que é de fácil aplicabilidade e com bons resultados.

      • Abordagem Lexical

Nos trabalhos de Dechêne et al (2011), Fridler et al (2012) e Agostini et al (2014), utilizaram abordagens lexicais, através de imagens e de conversação, no sentido de melhorarem a capacidade de nomeação e evocação das pessoas com afasia crónica. Todos demonstraram a sua aplicabilidade e eficácia através de teleterapia.

      • Verb Network Strengthening

Furnas e Edmonds (2014) utilizaram uma versão deste tratamento que promove o acesso lexical. Mostrou ser uma ferramenta promissora na teleterapia, tendo as pessoas com afasia obtido ganhos de eficácia da comunicação.

      • “Word finding therapy”

Tem como objectivo principal a melhoria das capacidades de nomeação e evocação, recorrendo a tarefas de nomeação de imagens.  Verificou-se que este tipo de intervenção é aplicável através de videoconferência, obtendo bons resultados.

(Woolf et al., 2015)

Abordagens/Metodologias de intervenção utilizadas em Teleterapia, em grupo

Tal como na reabilitação convencional, podemos também encontrar literatura sobre a reabilitação da afasia em grupo, mas através de teleterapia. No entanto, salientamos que todos estes trabalhos apresentam uma amostra reduzida, com doentes com alterações de linguagem de gravidade moderada a ligeira e alguns foram sujeitos a um treino prévio, em gabinete.

Destacamos os seguintes trabalhos:

      • TeleGAIN é um programa holístico para a intervenção nos grupos de pessoas com afasia. O objectivo é melhorar a comunicação e consequentemente a qualidade de vida, através de três objectivos específicos de intervenção: criação de oportunidades de comunicação; partilha de histórias de vida pessoais; promoção de suportes para viver com afasia. Como resultados, os doentes melhoraram funcionalmente e consequentemente, a qualidade de vida. (Pitt et al., 2018)
      • Øra et al. (2020), utilizaram uma intervenção com o objectivo principal de produção de linguagem oral, com ênfase na melhoria da capacidade de nomeação. Utilizaram várias abordagens: fonológica, semântica, cognitivo-linguística e cognitivo-neuropsicológica. As tarefas utilizadas incluíam a nomeação de imagens e discussão de tópicos familiares. Os doentes melhoraram a capacidade de repetição e a produção de frases. No entanto, este estudo utilizou a teleterapia de forma adicional, os doentes mantiveram a terapia tradicional. Desta forma não se pode ter a certeza que a melhoria se deveu à teleterapia ou ao aumento da intensidade da terapia.

Material/Exercícios para intervenção online

O recurso a exercícios complementares à intervenção terapêutica directa tem mostrado benefícios ao longo dos anos. Com o surgimento das novas tecnologias, muitos são os investigadores que tentam adaptar exercícios de linguagem para plataformas informáticas, e deste modo torná-los de utilização independente para pessoas com afasia.

Da literatura internacional, destacamos os seguintes trabalhos:

  • Choi et al. (2016) desenvolveram um programa de intervenção através do iPAD, chamado iAphasia. Abrange seis domínios de intervenção (compreensão auditiva, compreensão de leitura; repetição; nomeação; escrita e fluência verbal) Todas as tarefas eram organizadas por níveis de dificuldade (seis níveis).
  • Plataforma TalkPath, onde é possível realizar exercícios de linguagem individuais e em grupo (Steele et al., 2014).
  • Kurland et al (2017) adaptaram exercícios de linguagem para o iPad, focando-se na melhoria da capacidade de nomeação. São utilizadas ajudas semânticas, fonológicas e ortográficas.

Em Portugal existem dois programas de intervenção online:

      • VITHEA (Virtual Therapist for Aphasia treatment)

É um programa de software para o tratamento de pessoas com afasia, principalmente para melhorar a capacidade de nomeação e evocação de palavras. O programa funciona como um “terapeuta virtual”, através da utilização de tecnologia de reconhecimento de voz automático, deste modo é capaz de reconhecer o que foi dito pelo paciente, validando ou não a sua resposta. A sua utilização é gratuita. https://vithea.hlt.inesc-id.pt/vitheaQA/index

      • Aphasia Therapy Online

É um programa online com exercícios de linguagem para pessoas com afasia. O seu acesso também é gratuito. http://www.aphasiatherapyonline.com/indexTEST.html

Exemplos de tipos de exercícios possíveis através de teleterapia (Dechêne et al., 2011; Macoir et al., 2017; Øra et al., 2020)

Compreensão auditiva:

  • identificação de imagens
  • Questões sim/não
  • Execução de ordens

Compreensão da leitura:

  • Matching palavra/palavra
  • Matching palavra/imagem
  • Matching frase/imagem
  • Matching frase/frase
  • Completar frases
  • Perguntas sim/não
  • Questões “Wh”
  • Leitura e compreensão de texto

Nomeação/Evocação:

  • Nomeação de imagens
  • Responsive Naming
  • Opostos
  • Associações
  • Completar provérbios
  • Nomeação de elementos dentro de categorias
  • Nomeação por descrição
  • Descrição de imagens

Escrita

  • Completar palavras/frases
  • Nomeação escrita
  • Ditado
  • Resposta a perguntas

Pode recorrer-se a ajudas visuais (ex. gestos, pistas ortográficas) e auditivas (ex. ajudas semânticas, fonémicas) para facilitar e auxiliar na realização das tarefas durante a teleterapia (Kurland, Liu & Stokes, 2018). Em tarefas de linguagem escrita, podem, também, utilizar-se imagens para auxiliar a compreensão do texto (ex. colocar a imagem correspondente à palavra junto da mesma), maximizar o espaço entre cada palavra, utilizar uma fonte de texto maior e recorrer ao negrito, entre outras (Pitt et al., 2018).

Os recursos utilizados nas sessões terapêuticas, como imagens e textos, podem ser convertidos em ficheiros, através da utilização do scanner e partilhados com o utente em formato .jpeg ou .pdf (Dekhtyar, et al., 2020). O formato .doc pode ser utilizado para a realização de tarefas de escrita com utilização do teclado. A utilização de Powerpoint pode ser um recurso para a realização de tarefas de seleção de imagens ou palavras, com recurso a botões para pistas auditivas ou outras (Woolf, et al., 2015).

É possível, ainda, a construção de um caderno de trabalho do utente contendo, por exemplo, imagens das palavras-alvo das sessões, permitindo ao terapeuta trabalhar com um caderno correspondente, onde também poderá delinear tarefas e sugestões que poderiam ser utilizadas com cada palavra (Woolf, et al., 2015).

A partilha de recursos online permite uma consulta dos mesmos a qualquer momento (Choi, Park & Paik, 2016), tornando a intervenção mais dinâmica, flexível e adaptada à disponibilidade do utente.

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Evidência Científica sobre Teleterapia na Intervenção na Linguagem do Adulto

Artigo Autores N Idades /

Intervalo

Diagnóstico Intervenção (I)

Rastreio (R)

Avaliação(A)

Resultado principal
Toward Improving Poststroke Aphasia: A Pilot Study on the Growing Use of Telerehabilitation for the Continuity of Care Maresca et al., 2019 30 51,2 +/-11,3 anos Afasia (I) Sistema de reabilitação por realidade virtual com recurso a um tablet táctil (VRRS-Tablet) Resultado: melhorias em todas as competências avaliadas, exceto na escrita. Avaliação: diversos testes neuropsicológicos
Therapist-Guided Tablet-Based Telerehabilitation for Patients With Aphasia: Proof-of-Concept and Usability Study Gerber et al., 2017 11 TF

15 Doentes

TF (28 anos);

Doentes (53+/-11 anos)

Afasia (I) Bern Aphasia App (sistema multimodal de intervenção terapêutica) Resultado: bom nível de satisfação na utilização. Avaliação: questionário para Terapeuta da Fala e doentes
The impact of the telerehabilitation group aphasia intervention and networking programme on communication, participation, and quality of life in people with aphasia Pitt, Theodoros,  Hill & Trevor Russell, 2018

 

16 21-74 anos Afasia (I) Aplicação de um programa holístico de intervenção em grupo – TELEGAIN – por videoconferência Resultado: melhoria da comunicação relacionada com qualidade de vida; envolvimento em atividades comunicativas e diminuição da gravidade da afasia. Avaliação: Assessment for Living with Aphasia (ALA); Quality of Communication Life Scale (QCL), Communicative Activities Checklist (COMACT)
Superhighway to promoting a client-therapist partnership? Using the Internet to deliver word-retrieval computer therapy, monitored remotely with minimal speech and language therapy input Mortley, Wade & Enderby, 2004 7 53-66 anos Alterações no acesso lexical associadas a afasia (I) Software com exercícios de intervenção terapêutica, ajustados remotamente Resultado: melhoria nas competências de nomeação. Avaliação: dados de utilização; resultados pré e pós avaliações; resultados pré e pós entrevista
The effect of augmented speech- language therapy delivered by telerehabilitation on poststroke aphasia—a pilot randomized controlled trial Øra et al., 2020 62 Média = 64,7 Afasia (I) Programa de intervenção terapêutica com foco na linguagem expressiva e funcional, por videoconferência Resultado: equiparação nas medidas de nomeação e compreensão auditiva e comunicação funcional; melhoria mais relevante do grupo em telereabilitação na repetição e construção frásica.. Avaliação: resultados obtidos presencialmente e remotamente em diversas escalas formais e informais
Aphasia treatment delivered by telephone Helm-Estabrooks, Ramsberger, 1986 1 41 anos Afasia Global e Apraxia bucofacial (I) Programa HELPSS aplicado por telefone Resultado: Eficácia do tratamento por teleterapia. Avaliação: Boston Diagnostic Aphasia Examination
Telecomputer Treatment for aphasia Fitch & Cross, 1983 1 54 anos Afasia de expressão grave e apraxia do discurso grave (I) REMATE (Remote Machine Assisted Treatment and Evaluation) Resultado: Melhorou a expressão; mostrou eficácia da terapia por telefone Avaliação: observação
Equivalence of functional communication assessment in speech pathology using videoconferencing Palsbo, 2007 24 25-81

 (media = 64 anos)

Afasia (A) Aplicação da ASHA NOMS por videoconferência  Resultado: escala com boa concordância

Avaliação: ASHA NOMS

The effects of aphasia severity on the ability to assess language disorders via telerehabilitation Hill et al., 2009 32 21-80

(média = 58,13 anos

Afasia (A) Aplicação da Boston Diagnostic Aphasia Examination 3rd Edition Short Form (BDAE-3)

Boston Naming Test (BNT) (2nd Edition Short Form) por telereabilitação

Resultado: a gravidade da afasia parece afetar a capacidade de avaliar nomeação e parafasia em telereabilitação

Avaliação:  resultados obtidos presencialmente e remotamente

 

The Effect of Videoconference-Based Telerehabilitation on Story Retelling Performance by Brain-Injured Subjects and Its Implications for Remote Speech-Language Therapy Brennan et al., 2004 40 18 – 70 anos

(média = 43,4)

Afasia, Apraxia e Disartria (A) Aplicação de Story Retell Procedure (SRP) por videoconferência Resultado: não foram encontradas diferenças com significado estatístico na avaliação por videoconferência Avaliação: resultados obtidos presencialmente e remotamente
Tele-Rehabilitation Therapy vs. Face-to-Face Therapy for Aphasic Patients Fridler, Rosen, Herzberg, Lev, Kaplan, Hildesheimer, et al., 2012 8 46-72 anos Afasia (I) Programa de intervenção terapêutica Resultado: não foram encontradas diferenças significativas na avaliação formal e nas medidas de satisfação com a intervenção. Avaliação: resultados pré e pós aplicação da Western Aphasia Battery (versão hebraica)
Telerehabilitation in Poststroke Anomia Agostini et al., 2014 5 57-61 anos Afasia (I) Programa de intervenção terapêutica com foco na nomeação Resultado: não houve diferenças entre os resultados da intervenção presencial e por telereabilitação. Avaliação: percentagem de acertos pré, pós e em follow-up à intervenção.
Videoconference Administration of the Western Aphasia Battery–Revised: Feasibility and Validity Dekhtyar, Braun, Billot, Foo & Kirana, 2019 20 55 anos Afasia (A) Aplicação da Western Aphasia Battery–Revised (WAB-R). Resultado: correlação entre os dois métodos de aplicação, tendo os participantes mostrado satisfação com a videoconferência. Avaliação: resultados obtidos presencialmente e remotamente
A comparison of remote therapy, face to face therapy and an attention control intervention for people with aphasia: A quasi-randomised controlled feasibility study Woolf, 2015 21 53 – 67,2 anos Afasia (I) Programa de intervenção terapêutica com foco na nomeação Resultados: intervenção na nomeação pode ser realizada por videoconferência. Avaliação: capacidade atencional, observação, escalas, conversação
A Telerehabilitation Approach for Chronic Aphasia Following Stroke Choi, Park & Paik, 2016 8 37-62 anos Afasia (I) Programa de intervenção terapêutica iPhasia, por tablet Resultados: melhoria das competências linguísticas e bom nível de satisfação com a utilização. Avaliação: questionário, resultados pré e pós da Western Aphasia Battery (versão coreana)
Assessing Acquired Language Disorders in Adults via the Internet Theodoros, Hill, Path, Russell, Ward & Wootton, 2008 32 21-80 anos Afasia (A) Aplicação da versão abreviada do Boston Diagnostic Aphasia Examination, 3rd edition (BDAE-3) e do  Boston Naming Test (BNT) (2nd edi- tion) Resultado: correlação nas duas formas de aplicação e bom nível de satisfação Avaliação: resultados obtidos presencialmente e remotamente
Combining Teletherapy and online Language Exercises in the Treatment Of Chronic Aphasia Steele, Baird, McCall, Haynes, 2014 9 43-77 anos Afasia (I) Programa de intervenção terapêutica através de plataformas WebEx e GoToMeeting e software para exercícios TalkPath Resultados: melhorias com significado estatístico e elevado nível de satisfação

Avaliação: questionário, resultados obtidos pré e pós intervenção em diferentes testes formais e informais

Communication Bridge: A pilot feasibility study of Internet-based speech–language therapy for individuals with progressive aphasia Rogalski et al., 2016 31 56-83 anos Demência com afasia proeminente (exº APP) (I) Programa de intervenção terapêutica Communication Bridge Web application Resultados: ganhos funcionais e aumento da confiança na comunicação

Avaliação: questionário, resultados obtidos pré e pós intervenção em diferentes testes formais e informais

Effects of a Tablet-Based Home Practice Program With Telepractice on Treatment Outcomes in Chronic Aphasia Kurland, Liu e Stokes, 2017 21 47.3-81 anos Afasia (I) Utilização de plataforma de exercícios adaptados iBooks Author software, pós intervenção presencial Resultados: melhores resultados entre casos de afasia moderada; nos casos de afasia mais grave menos e por menos tempo. Avaliação: percentagem de acertos pré, pós e em follow-up à intervenção
In-Home Synchronous Telespeech Therapy to Improve Functional Communication in Chronic Poststroke Aphasia: Results from a Quasi-Experimental Study Macoir et al., 2017 20 49- 78 anos Afasia crónica (com anomia moderada a grave) (I) Uilização de uma plataforma e software Oralys baseada na abordagem PACE Resultados:  teleterapia focando uma abordagem de comunicação multimodal parece ser adequada e eficaz para indivíduos com vários perfis de afasia

Avaliação: Montreal-Toulouse Afasia Battery; Fluência verbal

Investigating the utility of teletherapy in individuals

with primary progressive aphasia

Dial et al., 2017 31 61-68,9 anos APP semântica (10)

APP logopénica (11)

APP agramática (10)

(I) Programas terapêuticos:

LRT (lexical retrievel treatment) e VISTA (vídeo-implemented script training in aphasia)

Resultados: os dois programas mostraram ganhos significativos com equiparação entre terapia tradicional e teleterapia; fácil aplicabilidade; Avaliação: diversas escalas de avaliação formal
Script training using telepractice with two adults with chronic non-fluent aphasia Rhodes e Isaki, 2018 2 37 e 66 anos Afasia não fluente cronica /apraxia do discurso grave (I) Script training practice;

PACE

Resultados: melhoria na resposta a perguntas S/N; na conversação e aumento na confiança. Satisfação com a intervenção por teleprática. Avaliação: Communicative Effectiveness Index (comunicação funcional) e Western Aphasia Battery
Simulated in-home teletreatment for anomia Deche?ne et al., 2011 3 > 65 anos Afasia Anómica (2); Afasia de Broca (1) (I) Abordagem lexical; Imagens de contorno, várias categorias semânticas Resultados: melhorias da capacidade de nomeação e satisfação com a intervenção remota Avaliação: Montreal-Toulouse Linguistic examination aphasia (em gabinete)
In-Person Versus Telehealth

Assessment of Discourse Ability in

Adults With Traumatic Brain Injury

Turkstra et al., 2012 20 21-69 anos –         

(Etiologia: TCE)

(A) Análise Microlinguistica do discurso com base em: Medisted discourse elicitation Protocol (avaliar discurso); Descrição de imagem; Conto de uma história Resultados: não foram registadas diferenças na avaliação microlinguistica do discurso aplicada por teleterapia e a avaliação tradicional.
The effect of computerised Verb

Network Strengthening Treatment on

lexical retrieval in aphasia

Furnas & Edmonds, 2014 2 54 e 55 anos Afasia (I) VNeST (tratamento semântico, promove o acesso) Resultados: melhorarias na capacidade lexical em vários níveis (palavra, frase e discurso). Ganhos nas medidas de eficácia da comunicação. Avaliação: várias escalas e baterias formais e informais aplicadas pré e pós intervenção
The feasibility of delivering constraint-induced language therapy via the Internet Pitt1, Theodoros, Hill1, Rodriguez, Russell1, 2017 2 41 e 78 anos Afasia crónica (I) Internet constraint-induced language therapy (iCILT) Resultados: Aplicabilidade e satisfação com a telereabilitação. Resultados variaram, mas foram notadas melhorias ao nível da nomeação. Avaliação: Comprehensive Aphasia Test (CAT). Assessment for Living with Aphasia (ALA)
Telepractice in the Assessment and Treatment of Individuals with Aphasia: A Systematic Review Hall, Boisvert, Steele, 2013 Revisão de 10 artigos (1983-2012) Afasia (81% com ligeira-grave) / 1 com afasia e apraxia Artigos sobre rastreio, avaliação e intervenção na afasia Confirmaram a viabilidade da teleterapia para a implementação de diagnóstico, intervenção e prestação de serviços de consultadoria
Telepractice for adult Speech-Language Pathology Services: A Systematic Review Weidner e Lowman, 2019 Revisão de 31 artigos (2014-2019); 48% dos estudos sobre a intervenção do TF através de teleterapia, focam-se em indivíduos com afasia. Na sua maioria em doentes crónicos. Artigos sobre rastreio, avaliação e intervenção Quatro estudos demonstraram a viabilidade e benefícios de terapia em grupo através de videoconferência.

Em relação à intervenção, através de programas específicos (script training, constraint-induced language therapy, PACE, Verb Networkin Strengthening Treatment, semantic mediation), na generalidade demonstraram resultados positivos e potenciais benefícios.

 

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Bibliografia

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A EQUIPA: DEPARTAMENTO DA LINGUAGEM NO ADULTO

Filipa Miranda
Coordenador
Madalena Graça
Vice-Coordenador
Alexandra Afonso
Membro
Rita Gonçalves
Membro
Sofia Periquito
Membro

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