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DEGLUTIÇÃO2020-08-07T11:25:28+00:00

Project Description

Deglutição

A deglutição é uma ação complexa que envolve atividade reflexa e voluntária de mais de 30 nervos e músculos. A deglutição baseia-se num conjunto de ações neuromotoras coordenadas que envolvem dois processos biológicos cruciais: o transporte do bolo alimentar da cavidade oral para o estômago e a proteção da via aérea inferior. Dada a sua complexidade, diferentes mecanismos (estruturais e/ou funcionais) podem comprometer a sua eficácia e eficiência, pondo em risco a integridade da saúde pulmonar e/ou nutricional do indivíduo.

A disfagia surge como uma perturbação do processo de deglutição em qualquer uma das suas fases (oral, faríngea e esofágica), podendo ter diferentes etiologias (neurológicas ou mecânicas) e afetar o indivíduo em qualquer etapa da sua vida. Revela-se como um comprometimento perturbador para o doente e desafiador para os profissionais de saúde envolvidos, pelo que o diagnóstico precoce e respetiva reabilitação são fundamentais na diminuição dos riscos e custos que lhes estão associados (diminuição da qualidade de vida obstrução das vias aéreas, pneumonia por aspiração, morte, desnutrição).

O Departamento de Deglutição da SPTF é o responsável pela dinamização da evolução do conhecimento das perturbações da deglutição em crianças, jovens e adultos. É constituído por um grupo de profissionais que pretende promover o aumento da qualidade e quantidade de produção científica por parte dos pares e outros profissionais de áreas afins à terapia da fala, com o intuito de fomentar a reflexão, partilha e aprendizagem para um apoio mais eficaz a pessoas com perturbação da deglutição e suas famílias, contribuindo para a adoção de práticas baseadas na evidência.

Teleprática nas Perturbações da Deglutição: evidência científica

O Departamento de Deglutição organizou um capítulo do ebook “Teleprática  em Terapia da Fala“, que estará brevemente disponível, onde apresenta, detalhadamente, a evidência científica que suporta a teleprática nesta área clínica, de acordo com as normas da DGS e recomendações de várias entidades como a SPORL, SPP, SPPediatria, ASHA, e RCSLT cruzadas com a evidência da investigação clínica disponível. Neste capítulo encontrará toda a informação sobre evidência da avaliação e intervenção nas patologias da deglutição quer em idade adulta quer em idade pediátrica.

Para mais informação, consulte o separador Teleprática em Terapia da Fala.

Este ebook é exclusivo para associados SPTF.

Para o receber, gratuitamente, faça-se associado!

Atendimento presencial em tempo COVID-19

POPULAÇÃO ADULTA

Procedimentos de risco geradores de aerossóis (risco acrescido)
  • Avaliação clínica da deglutição (presencial);
  • Avaliação clínica da fala ou motricidade orofacial (presencial);
  • Videofluoroscopia da deglutição;
  • Videoendoscopia da deglutição;
  • Avaliação do reflexo de tosse;
  • Avaliação de tosse voluntária;
  • Treino com EMST (Expiratory Muscle Strength Trainer) (em gabinete);
  • Intervenção com doentes com laringectomia;
  • Intervenção com doentes com traqueostomia;
  • Avaliação ou intervenção com doentes que requeiram ventilação ou suporte de oxigenioterapia;
  • Avaliação ou intervenção com doentes com dificuldade no controlo da saliva ou que exibam alterações do comportamento que possam resultar em choro, gritos.

Avaliação da deglutição

  1. definir previamente todos os procedimentos a realizar presencialmente;
  2. não exceder os 15 minutos de contacto direto;
  3. não avaliar/realizar reflexo tosse, vómito, tosse voluntária, sensibilidade intraoral, auscultação cervical e procedimentos geradores de aerossóis;
  4. na avaliação direta da deglutição utilizar uma abordagem conservadora, utilizando consistências seguras para cada pessoa avaliada;
  5. uso de equipamento de proteção individual adequado (terapeuta e doente).

Intervenção na deglutição

  •  Se possível limitar o contacto direto a 15 minutos;
  • Trabalhar numa posição lateral à pessoa;
  • Quando possível manter distância superior a 1,5m;
  • Pelo risco acrescido de ocorrência de tosse nestes doentes utilizar, para além de máscara P2, óculos de proteção e/ou viseiras;
  • Evitar procedimentos geradores de aerossóis;
  • Evitar procedimentos que impliquem contacto com a cavidade oral;
  • Incentivar autoalimentação sempre que possível;
  • Evitar utilização de equipamentos de utilização partilhada;
  • Utilizar uma abordagem conservadora no treino de alimentação e nas recomendações para gestão da disfagia, de modo a diminuir ao máximo o risco de ocorrência de complicações;
  • Evitar a realização de treino com válvulas de fala.

Nota 1: em situações em que não há alimentação per os (utilização de SNG ou PEG) não se recomenda intervenção. Caso a pessoa seja alimentada por SNG não é recomendável a colocação de PEG ou outras intervenções que requeiram procedimentos invasivos.

Nota 2: dado o contexto atual, a disfagia pós-extubação poderá ocorrer com maior frequência, pelo que a sua identificação precoce é essencial para minimizar as complicações clínicas e o impacto na qualidade de vida da pessoa.

POPULAÇÃO PEDIÁTRICA

A infeção por SARS-CoV-2, na idade pediátrica, manifesta-se habitualmente como doença (COVID-19) ligeira, podendo ser assintomática (Abordagem do doente pediátrico com COVID-19 Sociedade Portuguesa de Pediatria, 22-04-2020).

Procedimentos que só devem ser realizados em situações de urgência/prioritárias durante pandemia COVID-19:

  • Videoendoscopia da deglutição;
  • Avaliação do reflexo de vómito;
  • Avaliação do reflexo de tosse;
  • Avaliação de tosse voluntária;
  • Auscultação cervical.

Avaliação da Deglutição

  1. Definir previamente todos os procedimentos a realizar presencialmente;
  2. não exceder os 15 minutos de contacto direto;
  3. não avaliar/realizar reflexo tosse, vómito, tosse voluntária, sensibilidade intraoral, auscultação cervical e procedimentos geradores de aerossóis;
  4. na avaliação direta da deglutição utilizar uma abordagem conservadora, utilizando consistências seguras para a pessoa avaliada;
  5. uso de equipamento de proteção individual adequado (terapeuta e doente) – máscara e luvas ( pacientes de baixo risco de infeção); máscaras FFP3 para pacientes infetados COVID 19 ou em procedimentos geradores de aerossóis em qualquer paciente. (in: IPOG-COVID-19-survey-report.2020).

Intervenção na deglutição (só em situações de urgência )

  •  Se possível limitar o contacto direto a 15 minutos;
  • Trabalhar numa posição lateral à pessoa;
  • Quando possível manter distância superior a 1,5m;
  • Pelo risco acrescido de ocorrência de tosse nestes doentes utilizar, para além de máscara P2, óculos de proteção e/ou viseiras;
  • Evitar procedimentos geradores de aerossóis;
  • Evitar procedimentos que impliquem contacto com a cavidade oral;
  • Evitar utilização de equipamentos de utilização partilhada;
  • Utilizar uma abordagem conservadora no treino de alimentação e nas recomendações para gestão da disfagia, de modo a diminuir ao máximo o risco de ocorrência de complicações;
  • Evitar a realização de treino com válvulas de fala.

Nota 1: em situações em que não há alimentação per os (utilização de SNG ou PEG) não se recomenda intervenção. Caso a pessoa seja alimentada por SNG não é recomendável a colocação de PEG ou outras intervenções que requeiram procedimentos invasivos.

Nota 2: dado o contexto atual, a disfagia pós-extubação poderá ocorrer com maior frequência, pelo que a sua identificação precoce é essencial para minimizar as complicações clínicas e o impacto na qualidade de vida da pessoa.

Referências Bibliográficas

Referências bibliográficas – população adulta:

American Speech-Language-Hearing Association. ASHA Guidance to SLPs Regarding Aerosol Generating Procedures. Abril 2020 / American Speech-Language-Hearing Association. Service Delivery Considerations in Health Care During Coronavirus. Abril 2020 / Coyle, J.L. (2012). Tele-Dysphagia management: an opportunity for prevention, cost-savings and advanced training. Int J Telerehabil, 4(1), 37-40. In: Journal of Telerehabilitation: telerehab.pitt.edu / European Society of Swallowing Disorders. Update on dysphagia in COVID-19. abril 2020 / Perlman, A. L., & Witthawaskul, W. (2002). Real-time remote telefluoroscopic assessment of patients with dysphagia. Dysphagia, 17 (2), 162-167 / Speech Pathology Australia. Speech Pathology Australia guidance for service delivery, clinical procedures and infection control during COVID-19 pandemic, abril 2020.

Referências bibliográficas – população pediátrica:

Abordagem do doente COVID pediátrico – Sociedade Portuguesa de Pediatria abril 2020 / Kantarcigila, C.; Sheppard, J.; Gordon, A.; Friel,K.; Malandraki,G.; A telehealth approach to conducting clinical swallowing evaluations in children with Cerebral palsy (2016) Research in Developmental Disabilities 55 (2016) 207–217 https://doi.org/10.1016/j.ridd.2016.04.008 / American Speech-Language-Hearing Association. ASHA Guidance to SLPs Regarding Aerosol Generating Procedures. Abril 2020 / American Speech-Language-Hearing Association. Service Delivery Considerations in Health Care During Coronavirus. Abril 2020 / European Society of Swallowing Disorders. Update on dysphagia in COVID-19. abril 2020 / IPOG COVID 19 survey report april 2020 / Royal College of Speech & Language Therapists. RCSLT guidance on personal protective equipment (PPE) and COVID-19. março 2020 / Speech Pathology Australia. Speech Pathology Australia guidance for service delivery, clinical procedures and infection control during COVID-19 pandemic, abril 2020.

A EQUIPA: DEPARTAMENTO DA DEGLUTIÇÃO

Teresa Sameiro
Coordenador
Bárbara Sobral
Vice-Coordenador
Helena Santos
Membro
Sílvia Pinto
Membro
Vera Mangas
Membro

EVENTOS: DEGLUTIÇÃO

26 Outubro 2019 Presbifagia

Marina Padovani aborda uma realidade atual e comum numa população envelhecida - a Presbifagia- modificações na função da deglutição durante o envelhecimento - dando especial enfoque à importância da prevenção, avaliação e intervenção neste tipo de realidade.

MATERIAIS PARA DOWNLOAD: DEGLUTIÇÃO

No sentido de proporcionarmos um melhor conhecimento acerca dos processos que envolvem a deglutição e a disfagia , o departamento de deglutição elaborou este material didático que poderá ser descarregado, reproduzido e utilizado por quem assim o desejar

Sopa de Letras

Palavras Cruzadas

DIA MUNDIAL DA DEGLUTIÇÃO

13 DE DEZEMBRO

Porque 1 ano depois continuamos a acreditar que o gourmet é possível, e em associação com as comemorações do dia Mundial da Deglutição, o Departamento de deglutição da SPTF, disponibiliza 4 receitas adaptadas para pessoas com disfagia que seguramente farão a diferença nesta época natalícia.
Desejamos a todos os que dela necessitam de usufruir e às suas famílias um ótimo e Santo Natal!

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INSCRIÇÃO