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MOTRICIDADE OROFACIAL2020-05-11T19:59:23+00:00

Project Description

Motricidade Orofacial

A Motricidade Orofacial abrange o estudo, habilitação e a reabilitação dos aspetos estruturais e funcionais, das regiões orofaciais e cervicais permitindo uma compreensão holística das condições anatómicas e funcionais do sistema estomatognático. O crescimento e desenvolvimento da face e das estruturas do sistema estomatognático não dependem apenas de fatores genéticos, mas também de estímulos externos que estão inseridos nas funções deste sistema: respiração, sucção, mastigação, deglutição, fala, mímica facial, entre outras.

Qualquer alteração namotricidade orofacial poderá levar a um desequilíbrio do sistema estomatognático, nomeadamente alterações nos músculos orofaciais e suas respetivas funções, com um impacto negativo tanto na saúde oral como na saúde global de cada indivíduo. Abrange o desenvolvimento desde o período gestacional até ao processo natural de envelhecimento.

O Departamento de Motricidade Orofacial da SPTF é o responsável pela dinamização da evolução do conhecimento do sistema miofuncional orofacial relacionado com as funções de respiração, sucção, mastigação, deglutição, fala e outras funções, nos diferentes ciclos da vida. É constituído por um grupo de profissionais que pretende promover o aumento da qualidade e quantidade de produção científica por parte dos pares e outros profissionais de áreas afins à terapia da fala, com o intuito de fomentar a reflexão, partilha e aprendizagem para um apoio mais eficaz a pessoas com perturbação da motricidade orofacial e suas famílias, contribuindo para a adoção de práticas baseadas na evidência.

Introdução

Em situações de emergência nacional ou catástrofe (exemplo, pandemia Covid-19), a prestação de serviços no formato de teleconsulta poderá ser a única forma possível para o desenvolvimento da prática, devendo o terapeuta assegurar-se das condições necessárias para a sua realização adequada. O terapeuta da fala deve reger-se pelo seu comportamento pelo Código Deontológico da sua profissão, cumprindo o Regimento Interno da empresa ou Instituição onde está inserido e as normas da Entidade Reguladora da Saúde. No caso concreto da pandemia Covid-19, deve seguir as medidas definidas no Plano de Contingência interno, se aplicável, bem como as orientações da Direção Geral de Saúde.

Segundo a norma 020/2020 da Direção Geral de Saúde (2020, p.4), pretende-se “Adequação do plano de cuidados de reabilitação, sempre que possível sem contacto direto com o doente, por meio de ensino de exercícios terapêuticos ou através de sistemas de monitorização e acompanhamento por videochamada (regime híbrido associado a sistemas de telemedicina, telesaúde e e-health)”. Se o terapeuta desenvolve outros objetivos, que não de reabilitação, a teleconsulta ou o aconselhamento não presencial são os formatos de eleição durante a Fase de Mitigação.

O objetivo deste documento é ajudar os terapeutas da fala a desenvolverem uma prática de elevada qualidade, na área de atuação em teleconsulta na motricidade orofacial, de modo a evitar, diminuir ou limitar o impacto das medidas de emergência decretadas pelo Estado de Emergência Nacional nas pessoas, famílias, cuidadores e demais elementos envolvidas na prestação de cuidados de saúde.

Avaliação em Motricidade Orofacial

O terapeuta da fala que presta serviço de Terapia da Fala por teleconsulta deve reger o processo de avaliação pelos princípios elencados no Código Deontológico da profissão (APTF, 1999), assegurando, assim, uma prática profissional ética, informada e responsável.

Deve considerar, assim, que os processos de avaliação poderão ter limitações ao serem implementados por plataformas virtuais e, por isso, deverão ser asseguradas as condições necessárias para se garantir processos de avaliação rigorosos, transparentes e fidedignos (OPP, 2020a).

O terapeuta deve compreender as diferenças entre resultados obtidos a partir da aplicação presencial versus online dos instrumentos e, se existirem, transmiti-las claramente à pessoa que pretende usufruir do serviço (OPP, 2020a).

Da mesma forma, deve também ser conhecedor das exigências tecnológicas necessárias para garantir uma aplicação adequada e fiável dos instrumentos (OPP, 2020a), considerando que a tecnologia pode sempre afetar a confiabilidade dos resultados (AOTA, 2015).

Para a avaliação com instrumentos formais, o terapeuta deve ser capaz de adequar as condições de administração dos instrumentos, de forma a preservar as suas características de fiabilidade e de validade. Neste sentido deve-se procurar assegurar que o indivíduo responde sem influências externas que possam comprometer a confiabilidade ou a veracidade dos dados (OPP, 2020a).

Na área da motricidade orofacial são ainda escassos os estudos que comprovam a eficácia da teleprática, tanto na avaliação como na intervenção. Os diferentes desenhos metodológicos dos poucos estudos existentes não permitem ainda suportar com robustez a prática clínica ou o desenvolvimento de orientações/guidelines (Taylor, Armfield, Dodrill, Smith, 2014). Existem, porém, evidências que apoiam a validade da avaliação por videoconferência dos músculos orofaciais, quando comparada com a avaliação destas mesmas estruturas presencialmente (Waite, Cahill, Theodoros, Busuttin, Russell, 2006; Waite, Theodoros, Russell, Cahill, 2012). No entanto, os mesmos estudos referem que esta concordância se mostra mais reduzida em tarefas que implicam movimentos sequenciados, como sendo a lateralização da língua e a diadococinésia (Taylor, Armfield, Dodrill, Smith, 2014; Waite et al., 2012). Neste sentido, alguns autores sugerem que apenas é possível fazer um screening/rastreio no que diz respeito a alterações das estruturas oromotoras mas não uma avaliação detalhada (Waite et al., 2012). Waite e colaboradores (2012) sugerem, com base no seu estudo, a possibilidade de se avaliar por videoconferência face em repouso, quatro movimentos orais únicos (retração, protrusão labial, protrusão da língua, língua lateralização), dois movimentos orais duplos (beijo sorriso, elevação da língua e depressão) e três tarefas diadococinéticas (DDK).

A experiência clínica na área profissional em causa pode condicionar a avaliação realizada online (Waite et al., 2012).

Para a avaliação, o adequado posicionamento da pessoa perante a câmara é fundamental para uma boa recolha de dados: para examinar estruturas e funções orofaciais, é necessário ter uma boa visão do rosto da pessoa, quer frontal quer de perfil, com boa iluminação (Malandraki, Roth, Sheppard, 2014; Molini-Avejonas, Rondon-Melo, Amato, Samelli, 2015; Waite et al., 2012), assim como para a discriminação de sons semelhantes e distorções de sons (Molini-Avejonas, Rondon-Melo, Amato, Samelli, 2015) e a identificação de alterações de ressonância (Waite et al., 2012).  Waite e colaboradores (2012) referem a importância da gravação da avaliação para posterior análise.

Considerando o facto de haver reduzida informação quanto às melhores práticas em termos de avaliação em teleconsulta na área da Motricidade Orofacial, este Departamento sugere o seguinte:

Quadro 1. Reflexão acerca da exequibilidade de tarefas de avaliação na área da Motricidade Orofacial.

O que é possível avaliar O que pode ser mais difícil de avaliar
Postura corporal em repouso (de frente, de perfil e de costas) Avaliação antropométrica dos movimentos mandibulares e da oclusão
Postura da face em repouso (de frente e de perfil) Oroscopia/Exame objetivo das estruturas intraorais (lábios, bochechas, língua, palato, amígdalas, dentes, oclusão dentária)
Postura dos lábios em repouso Movimentos intraorais (mecanismo velofaríngeo, língua durante a execução de funções oromotoras)
Movimentos extraorais (face, mandíbula, cervical, musculatura laríngea, outros) Força muscular
Movimentos intraorais (lábios, língua) Tensão musculoesquelética e tónus
Mímica facial Dor à palpação
Respiração (modo respiratório, capacidade de uso nasal) Respiração (permeabilidade nasal, padrão respiratório)
Sucção (nutritiva e não nutritiva) Fala (resultados que dependem de avaliação audiopercetiva)
Mastigação (captação, incisão, padrão mastigatório, tempo mastigatório, outros)
Deglutição (interposição lingual, movimento do complexo hiolaríngeo, outros)
Diadococinésia/Coordenação motora da fala

Intervenção em Motricidade Orofacial

Tal como no processo de avaliação, até agora são reduzidos os estudos que se centram na intervenção em formato de teleconsulta na área da Motricidade Orofacial. Desta forma, a evidência é ainda reduzida.

Grogan-Johnson, Gabel, Taylor, Rowan, Alvares, Schenker (2011) referem que a prestação de serviços de telessaúde é mais adequada para sessões de intervenção individual. O Departamento de Motricidade Orofacial corrobora esta afirmação.

A teleconsulta é recomendada em estadios de intervenção avançados (Grogan-Johnson, et al., 2011). Por exemplo, estes autores referem que a teleconsulta poderá ser menos eficaz num estadio inicial do processo terapêutico no que diz respeito à produção de sons alvos (Grogan-Johnson, et al., 2011), na presença de alterações anatómicas ou sensoriais. Por outro lado, em sessão presencial poderá ser mais fácil a pessoa desenvolver competências que constituem a base para o desenrolar da intervenção dado que o feedback do terapeuta constante e as várias estratégias disponíveis presencialmente facilitam o alcance de objetivos (exemplo: postura corporal adequada em pé e sentado). Assim, quando o indivíduo já tem consciência da sua problemática e do comportamento alvo esperado, o atingir dos objetivos subsequentes num formato não presencial e, portanto, sem o feedback do terapeuta, é mais efetiva.

Na área da alimentação, por sua vez, realiza-se com frequência monitorizações/follow up e aconselhamentos através de videoconferência, sobretudo no que se refere às dificuldades de alimentação de base comportamental e à transição alimentar (Raatz, Ward, Marshall, 2020). Neste caso, Raatz e colaboradores (2020) referem que os serviços de teleconsulta são mais frequentemente utilizados em neonatos/bebés e crianças pequenas.

Considerando as práticas centradas na família, foi possível perceber que as teleconsultas levam a que os cuidadores e familiares se envolvam ativamente na intervenção terapêutica ao nível da alimentação, sendo possível que as consultas sejam realizadas no ambiente natural da pessoa (Davies et al., 2006; Raatz, Ward, Marshall, 2020). Como o ambiente é o natural, a seleção, confeção (Malandraki, Roth, Sheppard, 2014) e a não necessidade de transporte de alimentos constituem fatores facilitadores da intervenção e promovem uma generalização mais rápida das aprendizagens.

Para o terapeuta, uma das limitações da prática não presencial é o facto de não estar presencialmente se ocorrer uma situação urgente em que necessite de ter um papel ativo (Raatz, Ward, Marshall, 2020). Além disso, são várias as limitações no desenvolvimento da intervenção no que diz respeito à utilização de técnicas, métodos e estratégias e instrumentos. Dá-se o exemplo da proximidade física, da manipulação, bem como da utilização de agentes físicos (por exemplo, aparelhos eletrofisiológicos).

Estrutura e Planeamento da Teleconsulta em Motricidade Orofacial

As condições físicas do contexto devem ser pensadas. São necessárias boas condições sonoras e de visibilidade (Waite et al., 2012) pelo que se recomenda que estes requisitos sejam previamente debatidos com a pessoa, família ou cuidadores antes de se desenvolver a teleconsulta. Deve também ser feito um teste.

  • Condições sonoras

É importante uma sala silenciosa (Grogan-Johnson et al., 2011). Recomenda-se que a sala não tenha eco e que sejam evitadas fontes de ruído não associadas ao decorrer da teleconsulta. O microfone muito perto da boca pode distorcer o som (Waite et al., 2012).

  • Condições de visibilidade

Podem ser necessários alguns ajustes ao ambiente da sala (nomeadamente luzes ajustáveis e fundo cor cinza claro) (Waite et al., 2012). Aconselha-se a utilização de uma segunda câmara web para análise da postura de perfil durante a teleconsulta (Malandraki, Roth, Sheppard, 2014). Problemas com iluminação e posicionamento da pessoa nem sempre são fáceis de resolver, o que pode condicionar uma adequada avaliação (Waite et al., 2012) e monitorização.

  • Outras condições

Importa salientar que a teleconsulta requer mais tempo na preparação de material de intervenção e na análise dos resultados da mesma (Lemaire, Boudrias, Greene, 2001) visto que o terapeuta não pode recorrer aos materiais específicos de terapia miofuncional que utiliza na sua intervenção presencial.

No caso de teleconsultas em formato síncrono, deverá ser enviado previamente, via email, as atividades planeadas e uma lista de materiais e/ou alimentos necessários para a sua realização (Malandraki, Roth, Sheppard, 2014). Aconselha-se que neste email seja incluída a informação de acesso à teleconsulta, se aplicável (por exemplo, link do programa de videoconferência). No final da teleconsulta, pode ser enviado um novo email com um resumo das principais informações debatidas, as estratégias negociadas e a implementar até nova sessão ou exercícios a executar.

No caso de avaliações sugere-se a gravação vídeo e áudio para posterior análise com maior detalhe, podendo também ajudar a identificar aspetos a ter em conta nas próximas sessões (Waite et al., 2012).

Conclusão

O terapeuta da fala deve manter-se informado e atualizado das diretrizes nacionais e internacionais no âmbito da pandemia COVID-19, para assim tomar as decisões que considere adequadas, com o intuito de garantir os melhores resultados possíveis, atendendo às especificidades, necessidades e circunstâncias da pessoa (OPP, 2020b). Em casos cuja condição clínica aguda, subaguda ou crónica assim o determine, o terapeuta deve, em equipa, ponderar o risco/benefício para uma atuação presencial e, desta forma, haver uma tomada de decisão quanto ao formato de acompanhamento ou ao encaminhamento para um Serviço de referência.

Referências Bibliográficas

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A EQUIPA: DEPARTAMENTO DA MOTRICIDADE OROFACIAL

Débora Franco
Coordenador
Ana Marques
Vice-Coordenador
Ana Paris Leal
Membro
Mariana Carvalho
Membro
Susana Tagarro
Membro

EVENTOS: MOTRICIDADE OROFACIAL

DIA MUNDIAL DA MOTRICIDADE OROFACIAL 2020

Hábitos orais na infância: da prevenção ao tratamento

O bebé nasce com apetência para se auto-regular, levando os dedos à boca, e sendo este o primeiro comportamento de integração sensoriomotora. Com a chupeta consegue igualmente a sensação de auto-regulação. Contudo, ao longo do desenvolvimento este comportamento vai desaparecendo porque deixa de ser uma necessidade do bebé.

Hábitos orais são comportamentos prazerosos que ao se prolongarem no tempo ou se forem realizados com muita intensidade e frequência, estimulam contrações musculares atípicas. Através dos seguintes links pode saber mais acerca das alterações associadas às estruturas (veja o que diz o médico dentista) e às funções orais (veja o que diz a terapeuta da fala) relacionadas com a presença de hábitos orais.

40% dos casos que apresentam hábitos orais, têm alterações na fala que carecem de intervenção. Esta alteração de fala é por vezes o que motiva os pais a procurarem ajuda (assista ao testemunho de uma mãe).

Veja os vídeos que fizemos para si!

Alerta do Dr. Rowney para a presença de hábitos orais deletérios (nocivos) na primeira infância.

Rowney Furfuro, MD, Ortodontista

Nada melhor para iniciar a divulgação deste dia, o testemunho de uma mãe.

Mãe

O testemunho do terapeuta da fala, dado pela coordenadora do departamento de motricidade orofacial Débora Franco.

Débora Franco, PhD, TF

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