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Deglutição2020-11-29T00:56:18+00:00

Project Description

Deglutição

A deglutição é uma ação complexa que envolve atividade reflexa e voluntária de mais de 30 nervos e músculos. A deglutição baseia-se num conjunto de ações neuromotoras coordenadas que envolvem dois processos biológicos cruciais: o transporte do bolo alimentar da cavidade oral para o estômago e a proteção da via aérea inferior. Dada a sua complexidade, diferentes mecanismos (estruturais e/ou funcionais) podem comprometer a sua eficácia e eficiência, pondo em risco a integridade da saúde pulmonar e/ou nutricional do indivíduo.

A disfagia surge como uma perturbação do processo de deglutição em qualquer uma das suas fases (oral, faríngea e esofágica), podendo ter diferentes etiologias (neurológicas ou mecânicas) e afetar o indivíduo em qualquer etapa da sua vida. Revela-se como um comprometimento perturbador para o doente e desafiador para os profissionais de saúde envolvidos, pelo que o diagnóstico precoce e respetiva reabilitação são fundamentais na diminuição dos riscos e custos que lhes estão associados (diminuição da qualidade de vida obstrução das vias aéreas, pneumonia por aspiração, morte, desnutrição).

O Departamento de Deglutição da SPTF é o responsável pela dinamização da evolução do conhecimento das perturbações da deglutição em crianças, jovens e adultos. É constituído por um grupo de profissionais que pretende promover o aumento da qualidade e quantidade de produção científica por parte dos pares e outros profissionais de áreas afins à terapia da fala, com o intuito de fomentar a reflexão, partilha e aprendizagem para um apoio mais eficaz a pessoas com perturbação da deglutição e suas famílias, contribuindo para a adoção de práticas baseadas na evidência.

Atendimento presencial em tempo COVID-19

POPULAÇÃO ADULTA

Procedimentos de risco geradores de aerossóis (risco acrescido)
  • Avaliação clínica da deglutição (presencial);
  • Avaliação clínica da fala ou motricidade orofacial (presencial);
  • Videofluoroscopia da deglutição;
  • Videoendoscopia da deglutição;
  • Avaliação do reflexo de tosse;
  • Avaliação de tosse voluntária;
  • Treino com EMST (Expiratory Muscle Strength Trainer) (em gabinete);
  • Intervenção com doentes com laringectomia;
  • Intervenção com doentes com traqueostomia;
  • Avaliação ou intervenção com doentes que requeiram ventilação ou suporte de oxigenioterapia;
  • Avaliação ou intervenção com doentes com dificuldade no controlo da saliva ou que exibam alterações do comportamento que possam resultar em choro, gritos.

Avaliação da deglutição

  1. definir previamente todos os procedimentos a realizar presencialmente;
  2. não exceder os 15 minutos de contacto direto;
  3. não avaliar/realizar reflexo tosse, vómito, tosse voluntária, sensibilidade intraoral, auscultação cervical e procedimentos geradores de aerossóis;
  4. na avaliação direta da deglutição utilizar uma abordagem conservadora, utilizando consistências seguras para cada pessoa avaliada;
  5. uso de equipamento de proteção individual adequado (terapeuta e doente).

Intervenção na deglutição

  •  Se possível limitar o contacto direto a 15 minutos;
  • Trabalhar numa posição lateral à pessoa;
  • Quando possível manter distância superior a 1,5m;
  • Pelo risco acrescido de ocorrência de tosse nestes doentes utilizar, para além de máscara P2, óculos de proteção e/ou viseiras;
  • Evitar procedimentos geradores de aerossóis;
  • Evitar procedimentos que impliquem contacto com a cavidade oral;
  • Incentivar autoalimentação sempre que possível;
  • Evitar utilização de equipamentos de utilização partilhada;
  • Utilizar uma abordagem conservadora no treino de alimentação e nas recomendações para gestão da disfagia, de modo a diminuir ao máximo o risco de ocorrência de complicações;
  • Evitar a realização de treino com válvulas de fala.

Nota 1: em situações em que não há alimentação per os (utilização de SNG ou PEG) não se recomenda intervenção. Caso a pessoa seja alimentada por SNG não é recomendável a colocação de PEG ou outras intervenções que requeiram procedimentos invasivos.

Nota 2: dado o contexto atual, a disfagia pós-extubação poderá ocorrer com maior frequência, pelo que a sua identificação precoce é essencial para minimizar as complicações clínicas e o impacto na qualidade de vida da pessoa.

POPULAÇÃO PEDIÁTRICA

A infeção por SARS-CoV-2, na idade pediátrica, manifesta-se habitualmente como doença (COVID-19) ligeira, podendo ser assintomática (Abordagem do doente pediátrico com COVID-19 Sociedade Portuguesa de Pediatria, 22-04-2020).

Procedimentos que só devem ser realizados em situações de urgência/prioritárias durante pandemia COVID-19:

  • Videoendoscopia da deglutição;
  • Avaliação do reflexo de vómito;
  • Avaliação do reflexo de tosse;
  • Avaliação de tosse voluntária;
  • Auscultação cervical.

Avaliação da Deglutição

  1. Definir previamente todos os procedimentos a realizar presencialmente;
  2. não exceder os 15 minutos de contacto direto;
  3. não avaliar/realizar reflexo tosse, vómito, tosse voluntária, sensibilidade intraoral, auscultação cervical e procedimentos geradores de aerossóis;
  4. na avaliação direta da deglutição utilizar uma abordagem conservadora, utilizando consistências seguras para a pessoa avaliada;
  5. uso de equipamento de proteção individual adequado (terapeuta e doente) – máscara e luvas ( pacientes de baixo risco de infeção); máscaras FFP3 para pacientes infetados COVID 19 ou em procedimentos geradores de aerossóis em qualquer paciente. (in: IPOG-COVID-19-survey-report.2020).

Intervenção na deglutição (só em situações de urgência )

  •  Se possível limitar o contacto direto a 15 minutos;
  • Trabalhar numa posição lateral à pessoa;
  • Quando possível manter distância superior a 1,5m;
  • Pelo risco acrescido de ocorrência de tosse nestes doentes utilizar, para além de máscara P2, óculos de proteção e/ou viseiras;
  • Evitar procedimentos geradores de aerossóis;
  • Evitar procedimentos que impliquem contacto com a cavidade oral;
  • Evitar utilização de equipamentos de utilização partilhada;
  • Utilizar uma abordagem conservadora no treino de alimentação e nas recomendações para gestão da disfagia, de modo a diminuir ao máximo o risco de ocorrência de complicações;
  • Evitar a realização de treino com válvulas de fala.

Nota 1: em situações em que não há alimentação per os (utilização de SNG ou PEG) não se recomenda intervenção. Caso a pessoa seja alimentada por SNG não é recomendável a colocação de PEG ou outras intervenções que requeiram procedimentos invasivos.

Nota 2: dado o contexto atual, a disfagia pós-extubação poderá ocorrer com maior frequência, pelo que a sua identificação precoce é essencial para minimizar as complicações clínicas e o impacto na qualidade de vida da pessoa.

A EQUIPA: DEPARTAMENTO DA DEGLUTIÇÃO

Ana Marques
Coordenador
Ana Paris Leal
Vice-Coordenador
David Nascimento
Membro
Joana Paz da Mota
Membro
Marta Silva
Membro

EVENTOS: DEGLUTIÇÃO

26 Outubro 2019 Presbifagia

Marina Padovani aborda uma realidade atual e comum numa população envelhecida - a Presbifagia- modificações na função da deglutição durante o envelhecimento - dando especial enfoque à importância da prevenção, avaliação e intervenção neste tipo de realidade.

Materiais

Sopa de Letras

Palavras Cruzadas

DIA MUNDIAL DA DEGLUTIÇÃO

13 DE DEZEMBRO

Porque 1 ano depois continuamos a acreditar que o gourmet é possível, e em associação com as comemorações do dia Mundial da Deglutição, o Departamento de deglutição da SPTF, disponibiliza 4 receitas adaptadas para pessoas com disfagia que seguramente farão a diferença nesta época natalícia.
Desejamos a todos os que dela necessitam de usufruir e às suas famílias um ótimo e Santo Natal!

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Participe ativamente na evolução científica da terapia da fala!

INSCRIÇÃO SÓCIO EFETIVO
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INSCRIÇÃO SÓCIO AGREGADO
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